Leti Ribeiro
De Dentro Do Meu Ser
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PORQUE ESCREVER...
(Crônica de Leti Ribeiro)


Encontro liberdade na escrita, o papel não dita regras, não impõe limites, minh'alma deixa de ser cativa e sinto-me nas nuvens escrevendo. Neste caminho que escolhi tenho aprendido a cada dia sentir, expressar e dissertar...

Falar sempre da vida em poesia... Experiências vividas, outras assistidas. Procuro traduzir ao leitor em forma de contos, artigos, romantismo, ficção, dramaturgia, verdade ou invenção, não importa a forma, o que mais gosto é escrever! Viajar neste outro universo... Fazer o leitor sentir a mesma emoção que tenho publicando minhas composições.

Muitas vezes a inspiração vem de uma experiência que ouvi, sinto-me emocionada e penso, isso poderá ajudar alguém, irei colocar no papel para o leitor entender o que sinto sobre tal tema.

Procuro em meus escritos falar de alguém que declarou sofrer, amor... Que sentiu medo, que precisou de cuidado, suplicou atenção e assim fico desejosa de ajudar outro a se encontrar e surpreendo quando consigo retratar no papel aquela verdade dentro da minha digital, libertando a emoção e não deixando as correntes do medo e da indiferença prender-me.

Porque sei que alguns não têm a inspiração como gostariam para falar de seus sentimentos, mas gostam de ler e sentir... É isso que importa; aquele sentimento descrito por mim será parte de uma lembrança para alguém que leu um texto meu ou dedicou para um querido por identificar-se com a emoção exposta.

Entrego-me à escrita, transpondo o que sinto ao leitor como uma pessoa que oferta um lindo presente que escolheu cuidadosamente e dedicou com afeto e afeição ao ser amado, faço-o como quem oferece um espelho de sentimentos no papel.

E a resposta vem ao receber comentários postados em minha escrivaninha falando que o texto que escrevi despertou e encantou de alguma forma. Isso é muito bom! Sentir o carinho e reconhecimento emociona-me como ouvir uma canção harmoniosa.

É fundamental para cada escritor ouvir a voz do coração, fechando os olhos para a realidade e sentir liberdade para expressar-se. Apenas transcrever para o papel. Como foi cantado pelo Rei “Roberto Carlos” - Se chorei ou sorri, o importante é que emoções eu vivi...

Acredito que o maior desafio para a boa escrita é evoluir dia a dia. A evolução é possível somente quando nos dispusermos ao aprendizado, mantendo a mente aberta como um paraquedas, para adequar às formas: gramatical, literária, política, religiosa e cultural. Isso não tem como fugir, é um fato; vivemos em um mundo globalizado, para quem escreve é um mal necessário, porque o leitor procura evolução e apreendizado a cada dia.

Muitas vezes, somos ponto de partida de ideias levadas para um indivíduo, que antes não as tinha... E outras vezes, ponto final às interrogações inquietantes que estavam dentro do peito para alguns de forma alta e gritante... É importante procurarmos em cada texto deixar um pedacinho de nós para quem ler. Porque é gratificante ouvir do outro que se identifica com nossos textos.

Embora, procuro não perder minha identidade literária e ser autêntica em meus escritos, tendo muitos deles autobiográficos, sou uma pessoa que se deixa levar pela emoção, vivendo um dia de cada vez... E tem dias com sol, outros dias de chuva, dias nublados, outros com calor ou frio. É assim que me sinto ao escrever, é minha forma de expressão, ajudando-me libertar e ajudando alguém a se encontrar....

De dentro do meu ser:
Leti Ribeiro




















 



                             A ESCRITORA
 
Por: Miguel Carqueija
 
Eu sou uma escritorazinha,
vivo na digitação;
e como diz a maninha,
escrevo com o coração.
 
Eu gosto de ser contista
criando enredo atraente;
sou poeta e novelista,
quero que leia e comente.
 
Cuido da casa, trabalho,
e ainda posso criar;
maninha, quebra esse galho,
vai na vendinha comprar;
 
que eu tenho biografia
no momento em criação;
e ao voltar ela trazia
um sorvete de limão.
 
— Para um pouco de escrever!
diz a maninha, zelosa;
— Você precisa comer,
deixa de ser tão teimosa.
 
Mas escritora é assim,
a gente esquece da vida;
é um trabalho sem fim
como varrer a avenida.
 
Trabalho muito contente,
apesar dos meus percalços;
trago o que me vem à mente,
escrevo com os pés descalços.
 
Mas só trago o que é bom,
a minha escrita é sadia;
sempre coloco algum som
de bonita melodia:
 
bem relaxadinha eu fico
e o texto se desenvolve;
chegando afinal ao pico
quando a trama se resolve.
Traço poema de amor
que até faz você chorar;
mas também falo da dor,
da saudade que ficar.
 
Na verdade eu escrevo
porque amo os meus leitores;
e é por isso que eu me atrevo
a transmitir meus valores.
 
Que haja Deus nos meus escritos
é algo que eu faço empenho;
e assim desde os manuscritos
é um capricho que eu tenho.
 
Comigo é tudo no “inha”
que eu sou simples, despojada;
sou uma novelistazinha
que quer ser apreciada.
 
Quando algum livro eu publico
pra mim é dia de festa:
bem alegrezinha eu fico
e até faço uma seresta.
Como é gratificante
ocupar-se em escrever:
passa o tempo num instante
e eu tenho o que oferecer.
 
Maninha me amarrou:
— Mãos para trás, surpresinha!
E eu fui capturadinha.
Meus olhos ela vendou:
por que estou sendo presinha?
E levou-me amarradinha.
 
Não entendi a razão
pra ser sequestradazinha,
tão bem aprisionadinha;
mas desci com precaução
pela escada, amparadinha.
Fiquei emocionadinha!
 
Percebi que era pra sala
que eu seguia escoltadinha,
com capricho vendadinha;
quase que eu perdi a fala,
já de todo intrigadinha!
Por estar prisioneirinha...
 
Quando a venda ela tirou
perdi a respiração:
minhas mãos ela soltou
e aí foi só comoção!
Como bate o coração...

Tanta gente ao meu redor
me beijando e me abraçando;
o que pode haver melhor
que ter amigos me amando?
E a maninha no comando...

Foi assim que o lançamento
antes do dia chegar
já produziu um evento
no aconchego do lar.
E o meu livro eu vou lançar!
 
Noite de felicidade
para esta mulherzinha:
pode crer que é verdade,
me senti uma garotinha!
Fui chamada a Princesinha...





MIGUEL CARQUEIJA
























GOSTO DE ESCREVER

Tudo que gosto é escrever,
Faço para aqueles que gostam de ler,
E viajam pelo mundo da imaginação,
E se alegram com minhas inspirações.
Sonham junto comigo e vivem essa emoção,
Mergulham em meu universo...
E entendem que ler, respirar e amar
Faz parte da sina de poetar.
Somos poetas, somos amigos.
Tudo que escrevo conto contigo,
Amigos do coração, nada muda essa visão
E seguimos compartilhando sonhos e vivendo alegrias.

De dentro do meu ser:

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Leti Ribeiro




 














 
HOMENAGEM

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Sobre o poema A ESCRITORA DE MIGUEL CARQUEIJA, certa vez ele me pediu que lhe enviasse um crônica, contando porquê e como me sinto sendo escritora, a princípio achei um tanto estranho, mas pra meu querido amigo, sempre atendo prontamente aos seus chamados e assim o fiz, escrevi para ele o texto PORQUE ESCREVER (acima), logo depois me deparo com este lindo poema postado na página do meu amigo A ESCRITORA juntamente com minha crônica. E também as lindas participações das amigas escitoras do Recanto Eliane Euar e ísis Dumont. Senti-me muito previlegiada de contar com carinho e admiração de meu nobre amigo e tomei o ato como uma homenagem. Desta forma, tenho apenas que agradecer, por ser meu amigo e parceiro nesta jornada literária.  Beijos poéticos de Leti Ribeiro
 



 







Considerações
(Eliane Auer/Moça Bonita)

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Neste poema –  A Escritora, do autor Miguel Carqueija, aparecem as nuances de um escritor que permeia por expressar a diversidade das funções não obstante com grande poder de criatividade, sendo no auge do cansaço, discorrendo momentos cotidianos através da literatura ou em meio a sofrimentos e entre lágrimas , destacando todo o lirismo da poesia. Emoções que se afloram em cada conto ou enredo de novela.A cada elogio cresce o desejo incontido de escrever, impulsionando para novos projetos. E com um olhar humanista, explorando a sensibilidade feminina através do ponto de vista poético. Composto por quinze quadras, três sextetos e quatro quintetos, o poema destaca-se pelo parelelismo reforçando a semântica da obra. Tem uma riqueza poética nas definições da personagem principal da obra, valorizando os adjetivos em cada estrofe, enveredado em tempo e espaço , atribuídos no contexto temático e implícitos na obra. “Foi assim que o lançamento Antes mesmo de chegar...” “Noite de felicidade para esta mulherzinha...” Poema com estética bastante contemporânea que delineia com capricho toda a obra.

 
Eliane Auer (Moça Bonita)

                              Moça Bonita
                              Eliane Auer






 








 
À Escritora (Do ilustre e grande poeta/escritor Miguel Carqueija) 
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(Apenas amo!!)
À vida, mas o amor que alimenta a inspiração. O amor que a vida traz como presente, de onde, não sabemos, nem como.

Porque... escrever é um ato de amor!  É viver não somente o amor ao próximo, possivelmente... Há quem não entenda nem aceite seu jeito, mas isso não é relevante. A missão do poeta/escritor é dádiva sublime, presente dos céus das mãos do Criador. Por isso, deve ser levada até o fim dos tempos vividos!

Incomodam-lhe as dores do mundo. Jamais seu olhar deixará de ver as injustiças, nem suas palavras serão omissas na hora de defender ideias e pessoas.Vive a alegria e o pranto com emoção verdadeira. Não omite palavras nem sentimentos para falar de amor, nem para falar de realidades. 

Especializou-se na ‘arte’ de compreender e E amar o próximo, indistintamente.Assim começou sua missão... Hoje, ela carrega além de seus sonhos, os sonhos dos outros...

Não hesitou em aceitar aquela façanha. Embora seus passos fossem trêmulos, não perdeu o fôlego, e à medida que subia, ganhava mais força! Sem melhores ‘passatempo’. Ela queria mais, bem mais. De tanto contemplar o horizonte, descobriu a possibilidade por trás de um retalho de nuvem multicor estava uma estrelinha brilhando, piscando, como se lhe chamasse a subir com ela.

Muitos dos que estavam ali, viviam o momento, indiferentes aos eventos, não era acomodada, nem conformada ou resignada com o mundo a sua volta.

Sonhava alto, tão alto que, às vezes, tinha a sensação de que seus pés estavam levitando. Sabia que o campo é imenso e o mundo infinito.


Ísis Dumont
Ísis Dumont
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Leti Ribeiro
Enviado por Leti Ribeiro em 20/04/2017
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